‘Porto por Ponto.’ [+]

Uma das novidades para 2020 será o programa ‘Porto por Ponto.’ na Rádio Manobras, que se pretende ser um momento de reflexão, elogio e crítica de tudo o que se vai fazendo, ou deixando por fazer, na cidade do Porto.

Ontem gravámos o primeiro programa, no qual fizemos um balanço do ano que agora termina. Irá para o ar na primeira semana de Janeiro.

O programa terá uma frequência semanal, contando, para além da minha, com a participação de Ana Carolina, Luís de Sousa e Miguel Januário, com condução de Hélder Sousa.

📷 Miguel Januário
#rádiomanobras #porto

80745183_10218586222739411_2339923952664576000_o.jpg

Lapa e Lordelo do Ouro [+]

Dos projectos ontem lançados, que se saúdam, destacaria a criação de habitação a renda acessível na freguesia de Lordelo do Ouro que, se vier a ser alvo duma competente reflexão arquitectónica, urbana e social, terá um efeito positivo na cidade envolvente que, como sabemos, tem apresentado gravíssimos problemas ao nível do tráfico de droga, entre outros.

O sucesso desta intervenção só será como tal possível se for multidisciplinar, caso contrário, e como tem sido frequente, tratar-se-á de mais um caso isolado que apenas mitigará o problema de habitação de algumas famílias.

Rendas acessíveis [+]

A forma eficaz de equilibrar o mercado imobiliário é oferecer habitação a valor acessível, tal só possível com um forte e responsável investimento público e/ou através de cooperativas de habitação, que por cá nunca tiveram uma longa e saudável longevidade. Ambas têm falhado a toda a linha, ora por um Estado pouco ágil e empenhado, ora por Municípios com pouca visão de futuro.

Temo que, uma vez mais, quando se conseguir responder, seja um pouco tarde, havendo muitos portugueses que entretanto se vão endividando acima do valor que o seu imóvel valerá – de tal sobrevalorizado que actualmente o mercado se encontra.

UIVO #9 [+]

Na próxima sexta-feira, dia 6, inaugura a 9ª edição da ‘Uivo – Mostra de Ilustração da Maia’, na qual tenho a honra de participar a convite da Cláudia Melo, numa edição sob o tema ‘território’.

Estarei na belíssima companhia de Ana Aragão, Ana Luisa Garcia, Ana Seixas (Pato Lógico), Andrés Sandoval (Pato Lógico), Catarina Sobral (Pato Lógico), Clara Não, Cláudia Salgueiro, Daniel Moreira, David Penela, Elleonor, Fahr (Filipa Frois Almeida e Reis Hugo), Federico Babina, Francisco Laranjo, Joana Estrela, José Miguel Cardoso, Julio Dolbeth, Karen Lacroix, Leonor Violeta; Luís Cepa, Manuel Marsol (Pato Lógico), Mariana Malhão, Martinha Maia, Pedro Cavaco Leitão, Rodrigo Carvalho e Ana Duarte, Roger Ycaza (Pato Lógico), Rui Vitorino Santos, EF Sama, Sphiza, Susa Monteiro (Pato Lógico) e Vasco Mourão.

Uivo 9 – Mostra de Ilustração da Maia /
Curadoria: Cláudia Melo /
Organização: Câmara Municipal da Maia – Pelouro da Cultura /
Fórum da Maia /
De 6 de Dezembro a 23 de Fevereiro /
Entrada livre /

#uivo #ilustração #cmmmaia #maia

Uivo-9_cartaz.jpg

Estação de São Bento [+]

Não tenho uma visão a preto e branco de gestão da cidade, daí que, de acordo com as características e modelos apresentados, vejo possibilidade de se ocupar e gerir de diferente modo diferentes lugares.

Ainda há dias, numa entrevista na Rádio Manobras, referia que, se por um lado compreendia o modelo de concessão do Palácio de Cristal, por outro defendia investimento público quando se trate de edifícios ou lugares que devam gerar transformação económica, cultural e social na geografia onde se encontram, como o caso, que não se veio a confirmar, do Antigo Matadouro Industrial do Porto.

Ora, o caso que muito se tem falado na ala Sul da Estação de S. Bento, é um daqueles espaços que a cidade nunca o utilizou devidamente – sendo aliás um lugar bem insalubre à conta desse mesmo abandono -, pelo que não entendo o que tanto choca nesta intervenção e na sua concessão.

O projecto para ali previsto, da autoria Eduardo Souto de Moura, dá-me, pela sua leveza e sensibilidade, as garantias de que aquela zona ficará melhor qualificada, e, quanto ao promotor, penso que assustará mais a alguns o nome que o uso que ali fará.

#urbanismo #porto

https://www.publico.pt/2019/11/18/local/noticia/torre-estacao-sao-bento-marques-silva-desenhou-1911-1893931?fbclid=IwAR1gAFIhNPAA0ijhutoB1iHuBdUSnOizzFS6rrp9NmAgKRNEXAw2f9SHbUQ

Bico d’Obra #1 [+]

Há dias tive o prazer de conversar na companhia do Miguel Januário sobre a actualidade do nosso Porto, numa entrevista conduzida por Hélder Sousa.
Passa hoje, às 23h00, na Rádio Manobras.

Rádio Manobras /
91.5 FM ou on-line /
Programa Bico d’Obra /
Repete quinta-feira, às 18h00, e quarta, às 11h00 /

Lordelo do Ouro / Aleixo [+]

Onde moro (Fluvial/Lordelo do Ouro), o ambiente urbano e social deteriorou-se drasticamente desde o fecho e demolição do bairro do Aleixo.
Com isso o lixo na zona acentuou-se tornando-se num problema ainda mais grave – não se tratando neste caso apenas dum grave problema para o meu ambiente, mas, também, dum grave problema de saúde pública.
É, para mim, a prova visível que não houve um trabalho capaz ao nível do acompanhamento social duma comunidade extremamente débil e delicada no processo de desmantelamento do bairro, onde o problema estava mais circunscrito, logo, de mais fácil acção. Em Lisboa, por exemplo, a criação de dois espaços para consumo tem trazido resultados muito positivos.

Onde trabalho (Corujeira/Campanhã), o panorama do ponto de vista de limpeza do espaço público não é igualmente agradável. A uma parada de táxis que, todas as madrugadas, transforma a rua numa instalação sanitária, acresce uma população que ainda não aprendeu para que serve um contentor ou um caixote do lixo, sendo, infelizmente, um problema transversal a toda a cidade, a todo o país.

A limpeza e organização do espaço público é algo para o qual sou extremamente sensível, pelo que viver no Porto tem-me sido, por tudo isto, cada vez mais penoso.

Há, no entanto, um grupo de homens e mulheres que merecem todo o meu reconhecimento e gratidão: os/as cantoneiros/as, que vão, dentro do possível, mitigando algo que coloca o Porto ao nível das piores cidades Europeias no que a limpeza diz respeito, sendo um ranking do qual insistimos em fazer parte e do qual, estou certo, ninguém se orgulhará.

A culpa é, acima de tudo, da nossa pouca cultura e falta de urbanidade, sendo estranha a dificuldade que se assiste em evoluirmos.

#ambiente #urbanismo #porto