Alojamento Local

Há muito defendo que uma das medidas necessárias para refrear a vaga de despejos e de cessação de contratos de arrendamento que, em particular desde há dois anos, têm acontecido em grande número nas zonas mais sensíveis de Lisboa e Porto, passará por limitar a licença de exploração de Alojamento Local (AL) a imóveis que estejam em ruína e/ou devolutos há pelo menos 3 anos.
3 anos é o prazo em que uma empresa de investimento imobiliário usufrui duma série de benefícios fiscais e dentro do qual, maioritariamente, estrutura o seu negócio. Em paralelo, nenhum senhorio estaria disposto em abdicar dum período suficientemente longo sem usufruir dum qualquer rendimento dum imóvel para mais tarde o colocar num serviço que, até pelas constantes mudanças da legislação e do próprio mercado, não consegue antever como estará.
 
A CM Lisboa avançou há poucos meses com uma medida semelhante (https://observador.pt/2019/04/08/camara-de-lisboa-preve-excecao-para-alojamento-local-nos-bairros-historicos-apos-reabilitacao/). Pelo Porto temo o que vai sendo costume em Portugal, isto é, duma actual liberalização das licenças de AL, passar-se de imediato para uma restrição total. Esta nossa – portuguesa – constante incapacidade de saber regular de modo a encontrar equilíbrios, tem limitado, e não pouco, a nossa já parca capacidade de empreender – infelizmente pensa-se sempre mais e fica-se mais iludido com o investimento estrangeiro do que propriamente em contribuir para uma nossa mudança de mentalidades, ajudando e incentivando primeiramente os que por cá vão tentando fazer diferente (bastando para isso verificar o alarido que os nossos autarcas fazem sempre que uma empresa estrangeira se fixa em Portugal, não tanto pelo nosso Sol e simpatia, mas pelos nossos baixos salários).
 
No Porto tem-se intensificado a tensão entre proprietários e arrendatários, situação que muitos no sector acreditam vir a acentuar como resultado dum já notório arrefecimento dos valores, colocando nos investidores pressão para acelerar processos.
Este fim-de-semana ardeu mais um prédio no centro da cidade do Porto (o terceiro este ano), tendo este caso a particularidade de se tratar dum imóvel sobre o qual a CM Porto tinha, há cerca de uma semana, demonstrado interesse em adquirir para a criação do Museu do Liberalismo, dado tratar-se da casa onde terá nascido Almeida Garrett. Pelo que pude saber sobre o imóvel, este incidente não destruiu nada de extraordinário que não seja facilmente reconstruido, encontrando-se o prédio devoluto e vazio de recheio aquando o incêndio da passada madrugada de sábado para domingo. Menos mal. Por tal estou certo que o interesse continuará a existir por parte da Autarquia e que tudo será feito para que tal aconteça.
 
A razão nunca está dum só lado, pelo que medidas para forçar consensos são necessárias, caso contrário a decisão final já se antevê, proibir cegamente, e desse modo fazer travar a fundo um investimento que é tão necessário para a continua recuperação dos nossos ainda destruídos centros urbanos, como a fixação duma população residente nesses mesmos locais.
 
#cmporto #cmlisboa
Advertisements

Como Campanhã vai resgatar a memória para combater a solidão

Azevedo de Campanhã contará brevemente com um equipamento de apoio social e mais um edifício reabilitado. Tal se deverá à convergência entre Junta de Freguesia de Campanhã e Câmara Municipal do Porto que, recorde-se, têm presidências de quadrantes políticos diferentes.

Em política tudo deveria ser assim, unir para fazer, e é-nos particularmente especial fazer parte deste processo.

No Público, hoje, por Mariana Correia Pinto.

https://www.publico.pt/2019/04/20/local/noticia/campanha-vai-resgatar-memoria-combater-solidao-1869739

Publico-InesFernandesFotografia: Inês Fernandes, Público

‘Gabinete’ / Azevedo de Campanhã

27.03.2019

Estou neste momento a apresentar um importante projecto para Azevedo de Campanhã.
Para além do enorme prazer que tenho em estar envolvido num projecto que tanto ajudará a transformar uma zona carente de equipamentos sociais – e não só -, é redobrado o gosto e privilégio de o fazer ao lado deste grande senhor e amigo, Ernesto Fortunato Neves Santos.

Um projecto só possível pela articulação e vontade de JF Campanhã e CM Porto.

0004Fotografia: Jorge Garcia Pereira / ©2019

Exercício de Arquitectura: Técnicas Construtiva na Reabilitação

03.05.2018

A convite do Presidente da Ordem dos Arquitectos, José Manuel Predreirinho, participei no ‘Exercício de Arquitectura’ desta semana na TSF.

Ouvir a entrevista

https://www.tsf.pt/programa/exercicio-de-arquitetura/emissao/tecnicas-construtivas-na-reabilitacao-9297300.html

Open House Porto / 2018

28.06.2018

Foi com enorme satisfação que vimos selecionado para o roteiro da edição deste ano do OpenHousePorto o edifício da Imprensa Portugueza. Nesse âmbito, no próximo Sábado e Domingo, pelas 14h00, estaremos a conduzir visitas guiadas.
Uma oportunidade de conhecer alguns dos apartamentos deste edifício com projecto de reabilitação da nossa autoria.

*****

30 de Junho e 1 de Julho /
Visitas comentadas: 14h00 /
Visitas acompanhadas: 14h00 – 18h00 /
Entrada Livre /
Sem necessidade de marcação prévia /

http://2018.openhouseporto.com/places/imprensa-portugueza/